Obtenção de Consentimento Informado em Cirurgia Eletiva

Caso clínico de ensino · Ética, direito e profissionalismo · Fácil

Ética, direito e profissionalismo · Fácil

Este caso é fictício e serve para estudo. Não descreve nenhum doente real.

54 anos · sexo masculino

Um doente de 54 anos, do sexo masculino, é observado em consulta externa de Cirurgia Geral para planeamento de uma colecistectomia laparoscópica eletiva devido a colelitíase sintomática recorrente. O doente encontra-se consciente, orientado no tempo e no espaço, sem qualquer alteração cognitiva ou compromisso da capacidade de tomada de decisão. Durante a consulta, o médico assistente explica a indicação da intervenção, mas decide omitir a prestação de informações relativas às complicações possíveis (como lesão da via biliar ou hemorragia) e às alternativas terapêuticas, alegando que tal informação poderia provocar ansiedade desnecessária no doente. Em seguida, o médico entrega o formulário impresso de consentimento informado e solicita apenas a assinatura do doente.

Sinais vitais

FC
72 bpm
TA
124/78 mmHg
FR
14/min
Temp
36.6 °C
SpO₂
98%

Exame objectivo

  • Abdomen mole e depressível, com dor ligeira à palpação do hipocôndrio direito, sem defesa ou dor à descompressão
  • Estado mental mantido, com discurso coerente e capacidade crítica conservada

Análises

Hemoglobina14.5 g/dLreferência: 13.0-17.5
Leucócitos6.8 10^9/Lreferência: 4.0-11.0
Bilirrubina total0.8 mg/dLreferência: 0.3-1.2

Pergunta 1 de 3

Qual é a conduta mais adequada a adotar pelo médico para garantir um processo de consentimento informado válido?

Pergunta 2 de 3

De acordo com o Código Deontológico da Ordem dos Médicos e a legislação portuguesa, como se carateriza a omissão deliberada de informação sobre riscos e alternativas neste doente?

Pergunta 3 de 3

Se o doente, após ser devidamente informado de forma esclarecida sobre os riscos e alternativas, decidir recusar a realização da colecistectomia eletiva, qual deve ser a atitude do médico?

Pontos-chave

  • O consentimento informado é um processo de comunicação voluntário e esclarecido, e não a simples recolha de uma assinatura.
  • Para ser válido, o consentimento exige a explicação compreensível do diagnóstico, da intervenção proposta, dos benefícios, dos riscos relevantes e das alternativas.
  • O doente capaz tem o direito autónomo de recusar tratamentos eletivos, devendo essa decisão ser respeitada e devidamente documentada no processo clínico.

Este é um de 158 casos gratuitos

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