Exacerbação Aguda de DPOC em Doente de 67 Anos

Caso clínico de ensino · Pneumologia · Moderado

Pneumologia · Moderado

Este caso é fictício e serve para estudo. Não descreve nenhum doente real.

67 anos · sexo masculino

Doente do sexo masculino, 67 anos, ex-fumador (carga tabágica de 40 UMA), recorre ao Serviço de Urgência por agravamento progressivo da dispneia habitual (atualmente para mínimos esforços) com 4 dias de evolução, associado a aumento do volume e purulência da expetoração. Negou febre ou dor torácica. Encontra-se sob terapêutica inalada de manutenção, contudo refere falhas na adesão terapêutica recente. Ao exame objetivo, apresenta-se vigil, orientado, mas com sinais de esforço respiratório, nomeadamente utilização da musculatura acessória e expiração prolongada.

Sinais vitais

FC
102 bpm
TA
138/84 mmHg
FR
28/min
Temp
37.2 °C
SpO₂
87%

Exame objectivo

  • Utilização dos músculos esternocleidomastoideus e tiragem intercostal
  • Tórax em tonel com diminuição global do murmúrio vesicular
  • Expiração prolongada com sibilos bilaterais e fervores brônquicos dispersos
  • Sem edemas dos membros inferiores

Análises

pH (Gasometria arterial, ar ambiente)7.31 referência: 7.35-7.45
PaCO258 mmHgreferência: 35-45
PaO254 mmHgreferência: 80-100
HCO3-29 mmol/Lreferência: 22-26
SaO287 %referência: 95-99
Leucócitos11.8 10^9/Lreferência: 4.0-11.0
Proteína C-Reativa (PCR)38 mg/Lreferência: < 5.0

Pergunta 1 de 3

Considerando os dados da gasometria arterial efetuada em ar ambiente, qual é a interpretação mais adequada do estado acidobásico e oxigenado do doente?

Pergunta 2 de 3

Qual é o passo inicial mais adequado no suporte ventilatório e oxigenoterapia deste doente no Serviço de Urgência?

Pergunta 3 de 3

Atendendo ao quadro clínico do doente, que cumpre os 3 critérios de Anthonisen (aumento da dispneia, do volume e da purulência da expetoração), qual é a abordagem farmacológica mais adequada no Serviço de Urgência?

Pontos-chave

  • A oxigenoterapia na DPOC agudizada deve ser estritamente titulada com alvo de SpO2 entre 88-92% para evitar agravamento da retenção de CO2.
  • A ventilação não invasiva (VNI) é a intervenção de escolha na insuficiência respiratória hipercápnica com acidose respiratória (pH < 7,35).
  • O aumento da purulência da expetoração (Critérios de Anthonisen) é um indicador determinante para a prescrição de antibioterapia na exacerbação de DPOC.

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