Avaliação e Manejo de Crises Epilépticas Recorrentes

Caso clínico de ensino · Neurologia · Moderado

Neurologia · Moderado

Este caso é fictício e serve para estudo. Não descreve nenhum doente real.

28 anos · sexo feminino

Uma doente de 28 anos, do sexo feminino, é trazida ao serviço de urgência após um episódio testemunhado de perda de conhecimento. O acompanhante refere que a doente relatou uma sensação estranha no estômago, seguida de movimentos involuntários de mastigação e desatenção durante cerca de um minuto. Subsequentemente, apresentou rigidez muscular generalizada e abalos clónicos nos quatro membros durante dois minutos, com mordedura da borda lateral da língua e perda de controlo esfincteriano. Recuperou a consciência gradualmente, mantendo-se confusa durante 30 minutos. Há três meses, apresentou um episódio semelhante mas mais ligeiro, caracterizado por sensação de "déjà vu" e automatismos oroalimentares, sem evolução para crise tónico-clónica, não tendo procurado cuidados médicos na altura.

Sinais vitais

FC
82 bpm
TA
124/78 mmHg
FR
15/min
Temp
36.5 °C
SpO₂
98%

Exame objectivo

  • Consciente e orientada no tempo e no espaço no momento da avaliação
  • Mordedura da borda lateral esquerda da língua
  • Exame neurológico sumário sem défices focais
  • Ausência de sinais de rigidez da nuca

Análises

Glicémia plasmática95 mg/dLreferência: 70-99
Sódio sérico139 mEq/Lreferência: 135-145
Cálcio sérico total9.4 mg/dLreferência: 8.5-10.2
Creatinina sérica0.8 mg/dLreferência: 0.5-1.1

Pergunta 1 de 3

Qual é o diagnóstico mais provável para o quadro clínico desta doente?

Pergunta 2 de 3

Qual é o par de exames complementares de diagnóstico mais adequado para prosseguir a investigação etiológica desta doente em ambulatório?

Pergunta 3 de 3

Considerando o diagnóstico de epilepsia focal e o perfil da doente (mulher em idade fértil), qual das seguintes opções terapêuticas é a mais adequada como monoterapia de primeira linha?

Pontos-chave

  • A epilepsia é diagnosticada clinicamente após pelo menos duas crises não provocadas com intervalo superior a 24 horas.
  • Crises epilépticas do lobo temporal manifestam-se frequentemente por auras (epigástrica, déjà vu), automatismos oroalimentares e confusão pós-crítica.
  • O ácido valpróico deve ser evitado em mulheres em idade fértil devido ao elevado risco de malformações congénitas e alterações do neurodesenvolvimento.

Este é um de 158 casos gratuitos

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