Fibrilhação Auricular com Resposta Ventricular Rápida

Caso clínico de ensino · Cardiovascular · Moderado

Cardiovascular · Moderado

Este caso é fictício e serve para estudo. Não descreve nenhum doente real.

67 anos · sexo feminino

Uma doente do sexo feminino, de 67 anos, recorre ao serviço de urgência por palpitações de início há 12 horas, acompanhadas de astenia e ligeiro desconforto torácico. Nega síncope, dispneia de esforço ou dor torácica de características opressivas. Apresenta antecedentes pessoais de hipertensão arterial e diabetes mellitus tipo 2, cumprindo terapêutica habitual com perindopril 5 mg/dia e metformina 1000 mg/dia. Ao exame objetivo, encontra-se consciente, orientada e hemodinamicamente estável, sem sinais de insuficiência cardíaca agudizada.

Sinais vitais

FC
138 bpm
TA
128/78 mmHg
FR
18/min
Temp
36.6 °C
SpO₂
97%

Exame objectivo

  • Sons cardíacos arrítmicos e de intensidade variável, sem sopros ou galope audíveis
  • Auscultação pulmonar com murmúrio vesicular mantido e simétrico, sem ruídos adventícios
  • Perfusão periférica conservada, sem edemas dos membros inferiores

Análises

Hemoglobina13.5 g/dLreferência: 12.0-15.5
Leucócitos6.5 10^9/Lreferência: 4.0-11.0
Creatinina0.85 mg/dLreferência: 0.60-1.10
Potássio4.3 mEq/Lreferência: 3.5-5.1
TSH1.8 mIU/Lreferência: 0.4-4.0
Troponina I de alta sensibilidade10 ng/Lreferência: < 14

Pergunta 1 de 3

A doente apresenta palpitações e ritmo cardíaco irregular ao exame físico. Qual é o exame complementar de diagnóstico prioritário a realizar nesta fase?

Pergunta 2 de 3

O eletrocardiograma de 12 derivações confirma o diagnóstico de fibrilhação auricular com resposta ventricular rápida (138 bpm), sem supradesnivelamento do segmento ST. A doente encontra-se hemodinamicamente estável. Qual é a abordagem terapêutica imediata mais adequada?

Pergunta 3 de 3

Considerando o perfil da doente (mulher de 67 anos com antecedentes de hipertensão arterial e diabetes mellitus), qual é a conduta mais adequada quanto à prevenção de eventos tromboembólicos a longo prazo?

Pontos-chave

  • O eletrocardiograma de 12 derivações é o exame de escolha para o diagnóstico definitivo de fibrilhação auricular.
  • A estratégia inicial em doentes com fibrilhação auricular rápida e hemodinamicamente estáveis passa pelo controlo da frequência cardíaca com beta-bloqueantes ou antagonistas do cálcio não-di-hidropiridínicos.
  • A prevenção de eventos tromboembólicos deve ser guiada pela pontuação CHA2DS2-VASc, sendo os anticoagulantes orais diretos (DOACs) preferidos em relação aos antagonistas da vitamina K.

Este é um de 158 casos gratuitos

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