Hemorragia genital e dor pélvica no primeiro trimestre de gravidez

Caso clínico de ensino · Obstetrícia e ginecologia · Moderado

Obstetrícia e ginecologia · Moderado

Este caso é fictício e serve para estudo. Não descreve nenhum doente real.

29 anos · sexo feminino

Doente do sexo feminino, 29 anos, grávida (G1P0), recorre ao serviço de urgência por metrorragia de escassa quantidade e dor pélvica no quadrante inferior esquerdo com dois dias de evolução. Refere amenorreia de 6 semanas e teste de gravidez urinário positivo no domicílio há uma semana. Nega tonturas, síncope, febre ou corrimento vaginal invulgar. Ao exame físico, encontra-se hemodinamicamente estável. O exame especular evidencia pequena quantidade de sangue escuro no fundo de saco vaginal posterior e orifício cervical externo fechado. À palpação bimanual, apresenta dor à mobilização do colo uterino e à palpação do anexo esquerdo, sem sinais de irritação peritoneal.

Sinais vitais

FC
82 bpm
TA
118/74 mmHg
FR
16/min
Temp
36.6 °C
SpO₂
98%

Exame objectivo

  • Orifício cervical externo fechado com escasso sangue no fundo de saco posterior
  • Dor à mobilização do colo uterino e à palpação do anexo esquerdo
  • Abdómen mole e depressível, sem defesa nem descompressão dolorosa

Análises

Beta-hCG sérico2800 mIU/mLreferência: < 5
Hemoglobina12.8 g/dLreferência: 12.0-15.5
Grupo sanguíneo / Factor RhA Rh positivo referência:
Leucócitos7.2 10^3/µLreferência: 4.0-11.0

Pergunta 1 de 3

Qual é o exame de diagnóstico complementar mais adequado a realizar nesta fase do estudo inicial da doente?

Pergunta 2 de 3

A ecografia transvaginal revelou cavidade uterina vazia com eco endometrial de 11 mm e uma massa anexial esquerda heterogénea de 2,2 cm, sem atividade cardíaca visível nem líquido livre na cavidade peritoneal. Qual é o diagnóstico mais provável?

Pergunta 3 de 3

Considerando o diagnóstico de gravidez ectópica tubar não rota e que a doente se mantém hemodinamicamente estável (massa < 3,5 cm, sem atividade cardíaca, beta-hCG < 5000 mIU/mL, sem contraindicações médicas), qual é a conduta terapêutica mais adequada?

Pontos-chave

  • A ecografia transvaginal é o exame inicial fundamental na abordagem da metrorragia do primeiro trimestre e deve ser correlacionada com os níveis de beta-hCG.
  • Valores de beta-hCG sérico superiores à zona discriminatória sem imagem de saco gestacional intrauterino na ecografia confirmam a suspeita de gravidez ectópica.
  • O tratamento conservador com metotrexato intramuscular é uma alternativa segura e eficaz à cirurgia na gravidez ectópica não rota quando são cumpridos os critérios de elegibilidade.

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