Hemorragia Vaginal no Primeiro Trimestre de Gravidez

Caso clínico de ensino · Obstetrícia e ginecologia · Moderado

Obstetrícia e ginecologia · Moderado

Este caso é fictício e serve para estudo. Não descreve nenhum doente real.

31 anos · sexo feminino

Uma doente de 31 anos, secundigesta e nulípara (G2P0A1), recorre ao serviço de urgência por metrorragias de escassa quantidade com 24 horas de evolução, acompanhadas de dor abdominal ligeira a moderada na fossa ilíaca direita. Refere amenorreia de 6 semanas e um teste de gravidez urinário positivo realizado no domicílio há 3 dias. Nega tonturas, síncope, febre ou omalgia. Ao exame objetivo, encontra-se vigil, orientada e hemodinamicamente estável. O exame especular revela escasso sangue escuro no fundo de saco vaginal posterior, sem hemorragia ativa pelo orifício cervical externo. No toque vaginal bimanual, o colo uterino encontra-se fechado e doloroso à mobilização, identificando-se dor à palpação do anexo direito, sem massas nitidamente delimitáveis.

Sinais vitais

FC
78 bpm
TA
118/74 mmHg
FR
15/min
Temp
36.6 °C
SpO₂
99%

Exame objectivo

  • Colo do útero fechado e doloroso à mobilização
  • Dor à palpação do anexo direito
  • Escasso sangue escuro no fundo de saco vaginal posterior

Análises

β-hCG plasmático (quantitativo)2450 mUI/mLreferência: < 5 (não grávida)
Hemoglobina12.6 g/dLreferência: 12.0-15.5
Plaquetas230 000 /µLreferência: 150 000-400 000
Grupo sanguíneo e fator RhA Rh negativo -referência: -

Pergunta 1 de 3

Qual é o exame complementar de diagnóstico prioritário a realizar nesta doente?

Pergunta 2 de 3

A ecografia transvaginal realizada revelou uma cavidade uterina vazia com endométrio espessado (11 mm), sem saco gestacional intrauterino, e uma imagem anexa à direita heterogénea com 20 mm e 'sinal do anel tubárico', sem líquido livre na cavidade pélvica. Qual é o diagnóstico mais provável?

Pergunta 3 de 3

Considerando o diagnóstico de gravidez ectópica e sabendo que a doente tem o grupo sanguíneo A Rh negativo, qual é a conduta adicional imperativa a adotar?

Pontos-chave

  • A ecografia transvaginal conjugada com o β-hCG quantitativo constitui o pilar do diagnóstico de complicação no primeiro trimestre de gravidez.
  • Um valor de β-hCG acima da zona discriminatória sem saco gestacional intrauterino sugere gravidez ectópica até prova em contrário.
  • Doentes grávidas Rh negativo com hemorragia no primeiro trimestre ou gravidez ectópica têm indicação para administração de imunoglobulina anti-D.

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